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Acusado de matar médica e esconder corpo em mala vai a júri no dia 22 de abril em Rio Preto (SP)

autor: Por Gazeta do Interior - São José do Rio Preto

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O indivíduo acusado de matar a médica, Thallita da Cruz Fernandes, de 28 anos, em agosto de 2023, deverá ir a júri no dia 22 de abril de 2025, em São José do Rio Preto (SP). Davi Izaque Martins Silva é acusado de feminicídio, após matar a namorada a facadas, dentro do aparteento dela, na Vila Imperial, em Rio Preto.

Conforme a Gazeta mostrou, o crime aconteceu na tarde de uma sexta-feira, do dia 18 de agosto de 2023, no apartamento dela, onde o casal morava.

Nesta última quinta-feira, (03/04), a mãe de Thallita postou uma foto da filha em suas redes sociais com a frase: “Pelo direito de existir, pelo direito de viver. Jamais esqueceremos, feminicídio é crime! Justiça por Thallita!”.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Davi Izaque será julgado por feminicídio qualificado – motivo torpe, mediante meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e crime contra a mulher em razão da condição do sexo feminino da vítima.

Thallita e o réu mantinham um relacionamento há cerca de três anos e moravam juntos em um condomínio na rua Coronel Spínola de Castro. A investigação da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (DEIC) apontou que era ela quem mais bancava as despesas do casal.

Pessoas próximas da médica disseram que Thallita e Davi tinham brigas constantes por causa de ciúmes que ele tinha da vítima e pelo uso de drogas que ele fazia. Ele realizava até festas escondidas no apartamento dela.

O Crime

No dia do crime, a médica, que atuava como plantonista em uma unidade de saúde em Bady Bassitt (SP), estava de folga. Ela ligou para o namorado porque ele estava demorando muito para chegar em casa.

Davi havia trabalhado em um bar à noite e depois saiu com os amigos para tomar cerveja e usar drogas. Os dois discutiram por telefone – Thallita estava chateada porque aquele era o único dia da semana em que os dois podiam ficar juntos. Ela disse que queria terminar o relacionamento e que Davi estava se aproveitando da condição financeira dela.

Segundo o inquérito da Polícia Civil, quando Davi chegou em casa, encontrou a médica dormindo. Ele pegou três facas na cozinha e começou a esfaqueá-la com golpes no rosto e na cabeça. De acordo com laudos da perícia e do Instituto Médico Legal (IML), a vítima acordou, tentou se defender, caiu no chão de costas e foi ferida com várias facadas na cabeça.

Thallita lutou para sobreviver. Os laudos apontam que ela conseguiu se levantar e se apoiou na parede do quarto para tentar fugir.

Ainda de acordo com os autos do inquérito investigativo, o criminoso sufocou a vítima colocando uma sacola de plástico em sua cabeça.

Ela foi atingida com mais de 30 facadas no pescoço, rosto e cabeça. Ferimentos nas mãos e nos braços foram constatados no laudo, indicando que ela tentou se defender.

Após matar a namorada, Davi lavou o corpo e o escondeu, nu, dentro de uma mala de viagem. Em seguida, tentou limpar a casa, que ficou repleta de sangue.

O réu ainda se arrumou, chamou um motorista de aplicativo e foi trabalhar. As imagens foram captadas por câmeras de segurança do edifício.

Uma amiga da vítima acionou a polícia após perceber que a médica não havia ido ao treino com o personal no horário que havia marcado, nem atendia o telefone e, quando respondia as mensagens pelo WhatsApp, não parecia ser a mesma pessoa.

No dia 19 de agosto – um dia depois, Davi foi encontrado na casa da mãe e foi preso. Thallita era de Guaratinguetá (SP) e veio à Rio Preto para estudar medicina na Famerp, onde se formou em 2021.