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Temporal que deixou rastro de destruição no noroeste paulista devastou Ribeirão Preto
Cidade segue em recuperação após vendaval que matou um idoso e provocou grandes estragos; mesma frente de tempestade atingiu Cedral, Potirendaba, Uchoa e outras cidades da região
por Luiz Aranha
Ribeirão Preto (SP) ainda trabalha para se recuperar dos estragos provocados pelo forte temporal que atingiu o município na madrugada da última sexta-feira (24/07/2026). O vendaval deixou um rastro de destruição, causou a morte de um idoso, derrubou centenas de árvores, destelhou imóveis, interrompeu serviços públicos e levou a Prefeitura a decretar situação de emergência.
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Ribeirão Preto (SP) ainda trabalha para se recuperar dos estragos provocados pelo forte temporal que atingiu o município na madrugada da última sexta-feira (24/07/2026). O vendaval deixou um rastro de destruição, causou a morte de um idoso, derrubou centenas de árvores, destelhou imóveis, interrompeu serviços públicos e levou a Prefeitura a decretar situação de emergência.
A tempestade foi a mesma que, momentos antes, avançou sobre a região noroeste paulista e provocou diversos transtornos em cidades como Cedral, Potirendaba e Uchoa, área de cobertura da Gazeta do Interior.
O forte temporal começou a atingir municípios da região noroeste paulista por volta das 4h30 da madrugada de sexta-feira (24), provocando quedas de árvores, postes, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em cidades como Cedral, Potirendaba e Uchoa.
Cerca de uma hora depois, entre 5h30 e 6h, a linha de tempestades alcançou Ribeirão Preto, município localizado a aproximadamente 145 quilômetros de Potirendaba, onde os impactos foram ainda mais severos. A sequência dos horários reforça que a mesma frente de instabilidade avançou pelo interior paulista de noroeste para leste, deixando um rastro de destruição ao longo do percurso, embora especialistas ainda analisem tecnicamente as características do fenômeno.
Na região, o vendaval derrubou dezenas de árvores, interditou a Rodovia João Neves (SP-310), entre Potirendaba e Cedral, derrubou postes, destelhou residências, comprometeu o fornecimento de energia elétrica por horas e deixou um grande rastro de destruição. Em Cedral, árvores caíram sobre vias públicas e imóveis, enquanto diversos bairros ficaram sem energia durante boa parte do dia. Em Potirendaba, 38 cabeças de gado morreram após serem atingidas por descargas atmosféricas.
Em Ribeirão Preto, os impactos foram ainda maiores. Segundo a Prefeitura, cerca de 250 ocorrências relacionadas principalmente à queda de árvores foram registradas nas primeiras horas após a tempestade. Um idoso morreu depois que parte de uma estrutura desabou sobre a residência onde estava.
Além dos danos em residências e estabelecimentos comerciais, hospitais tiveram o atendimento comprometido, cirurgias precisaram ser canceladas, escolas suspenderam as aulas e milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica. Semáforos também deixaram de funcionar em diversos pontos da cidade, provocando reflexos no trânsito.
A Prefeitura de Ribeirão Preto instalou um gabinete de crise e decretou situação de emergência por 180 dias para agilizar as ações de atendimento à população e recuperação da infraestrutura urbana.
Governador vistoria áreas atingidas
No domingo (26), o governador Tarcísio de Freitas esteve em Ribeirão Preto para acompanhar de perto os trabalhos de recuperação e avaliar os estragos provocados pelo temporal. Durante a visita, ele se reuniu com autoridades municipais e equipes da Defesa Civil para discutir as ações emergenciais e o apoio do Governo do Estado aos municípios atingidos.
Fenômeno climático
De acordo com a Prefeitura de Ribeirão Preto, as condições meteorológicas registradas durante a tempestade são compatíveis com o comportamento climático associado ao El Niño, caracterizado por episódios de chuva intensa e ventos fortes concentrados em curto espaço de tempo. Especialistas, porém, seguem avaliando tecnicamente as características específicas do fenômeno que atingiu a região.
Enquanto Ribeirão Preto contabiliza os prejuízos e segue mobilizada na recuperação da cidade, municípios da região noroeste paulista também continuam realizando a limpeza das áreas afetadas, a remoção de árvores e a recomposição da rede elétrica após um dos temporais mais intensos registrados neste ano.










