- São José do Rio Preto
Professora é agredida por aluno de 7 anos ao tentar separar briga em escola de Rio Preto
Ela contou para a polícia que sofreu lesões físicas após receber diversos socos e chutes dentro da sala de aula
por Luiz Aranha
Uma professora da rede municipal de ensino de São José do Rio Preto (SP) registrou um boletim de ocorrência após ser agredida por um aluno de 7 anos dentro da Escola Municipal Dr. Wilson Romano Calil, no bairro Solo Sagrado.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 17h20 da última segunda-feira (20/07/2026), quando a professora interveio para separar uma briga entre dois estudantes durante a aula.
Segundo o registro policial, o aluno, matriculado no 1º ano do Ensino Fundamental, estaria agredindo um colega de classe. Ao tentar conter a situação e restabelecer a ordem, a professora passou a ser alvo da criança.
Ainda conforme o boletim, o menino avançou contra a educadora e desferiu diversos socos e chutes em várias partes do corpo, além de empurrá-la repetidas vezes. A professora sofreu lesões físicas dentro da sala de aula enquanto exercia suas funções.
A direção da escola foi acionada imediatamente e retirou o aluno da sala, encerrando as agressões.
No relato à Polícia Civil, a professora informou que o comportamento agressivo do estudante não seria um fato isolado. Segundo ela, a família já havia sido comunicada anteriormente pela escola, por meio de reuniões e orientações, sobre outros episódios de violência envolvendo a criança. A educadora também afirmou que já havia sido vítima de agressões praticadas pelo mesmo aluno em ocasiões anteriores.
O boletim ainda informa que a professora já havia registrado anteriormente uma ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica, mas o procedimento foi reprovado, sob a justificativa de que crianças menores de 12 anos não praticam crime ou ato infracional, sendo o caso tratado na esfera administrativa.
Diante da nova ocorrência, a Polícia Civil registrou os fatos para preservar o histórico do caso e permitir eventual adoção das medidas protetivas e administrativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ainda conforme o boletim de ocorrência, não havia testemunhas adultas no momento das agressões. Apenas os demais alunos da turma presenciaram os fatos. O documento também aponta que a sala de aula não possui câmeras de monitoramento, motivo pelo qual não há registro em vídeo da ocorrência.










