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Policial Militar morre após passar mal e ex-companheira diz que trocou as taças ao desconfiar de envenenamento
Defesa afirma que mulher percebeu uma suposta troca de taças durante a madrugada e decidiu inverter os recipientes; policial militar passou mal horas depois e morreu, Polícia Civil aguarda laudos para esclarecer a causa da morte
por Gazeta do Interior
A defesa da corretora de imóveis investigada no caso da morte do policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior afirmou que a mulher trocou as taças utilizadas pelo casal após suspeitar de uma possível tentativa de envenenamento. O PM morreu na última quinta-feira (11/06/2026), após passar mal no apartamento da ex-companheira, em Boa Viagem, na Zona Sul de Recife (PE).
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Segundo os advogados da mulher, o policial esteve no apartamento durante a madrugada, mesmo existindo uma medida protetiva em favor dela por supostos episódios anteriores de violência doméstica. Durante o encontro, os dois teriam consumido energético enquanto conversavam.
De acordo com a versão apresentada pela defesa, a mulher percebeu que as taças haviam sido trocadas enquanto ela se ausentou por alguns instantes para buscar gelo. Os recipientes seriam identificados com uma marca específica, já que a corretora de imóveis subloca quartos no imóvel e costuma diferenciar os utensílios utilizados pelos moradores.
Ainda conforme os advogados, a suspeita fez com que ela aguardasse uma oportunidade para destrocar as taças sem que o policial percebesse. A defesa sustenta que a mulher ficou assustada e temeu estar diante de uma possível tentativa de envenenamento.
Os advogados afirmam ainda que o casal discutiu durante a madrugada, mas não houve agressões físicas. Segundo o relato, o policial teria arremessado os celulares dele e da ex-companheira pela janela em um momento de ciúmes.
Na manhã seguinte, a mulher chegou a comentar com um inquilino do imóvel sobre a troca das taças. Horas depois, o policial começou a passar mal. De acordo com a defesa, ele apresentou sintomas graves antes que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fosse acionado. A equipe médica constatou o óbito no local.
A defesa também informou que, entre os pertences do policial, foram encontrados medicamentos, uma porção de maconha e uma faca. O material foi recolhido e deve passar por análise.
Até o momento, a causa da morte não foi oficialmente divulgada. Exames periciais devem apontar se houve ou não envenenamento. A ex-companheira foi ouvida pela Polícia Civil e, segundo os advogados, permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O caso é conduzido pela 3ª Delegacia de Homicídios de Recife, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).










