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Policiais de Rio Preto (SP) acusados de integrar esquema de agiotagem e extorsão tem julgamento adiado
Audiência que ocorreria nesta semana foi remarcada para o dia 30 de junho; cinco PMs seguem presos preventivamente no Presídio Romão Gomes
por Gazeta do Interior
O julgamento dos cinco policiais militares acusados de integrar um suposto esquema de agiotagem e extorsão em São José do Rio Preto, que estava marcado para a tarde da última terça-feira (23/06/2026), foi adiado pela Justiça Militar. A audiência de instrução foi remarcada para o próximo dia 30 de junho, às 14h30, na 4ª Auditoria Militar Estadual.
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Os réus — três sargentos, um cabo e um soldado da Polícia Militar — respondem a uma ação penal movida pelo Ministério Público Militar. Eles são acusados de integrar uma organização criminosa que, segundo a denúncia, teria utilizado a estrutura da corporação para intimidar vítimas e realizar cobranças de dívidas.
O caso veio à tona em maio de 2025, quando quatro dos investigados foram presos durante uma operação da Corregedoria da Polícia Militar. O quinto acusado teve a prisão preventiva decretada em maio deste ano, chegou a ser considerado foragido, mas posteriormente se apresentou às autoridades.
De acordo com a investigação, o grupo teria atuado entre os anos de 2022 e 2025. A denúncia aponta que os policiais utilizavam fardamentos, armamentos e até viaturas oficiais para pressionar devedores e garantir o pagamento de empréstimos com juros considerados abusivos.
Os cinco acusados permanecem presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, e respondem pelos crimes de extorsão e organização criminosa.
Além da ação que tramita na Justiça Militar, parte dos investigados também é alvo de outra investigação conduzida pela Polícia Civil. O inquérito apura possíveis conexões entre o grupo e homicídios relacionados ao mercado ilegal da agiotagem em Rio Preto. Os detalhes do procedimento seguem sob sigilo.










