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Policiais acusados de agiotagem e extorsão em Rio Preto (SP) vão a julgamento
Grupo é acusado de usar armas, fardas e até viaturas para pressionar devedores; cinco policiais estão presos preventivamente e respondem por extorsão e organização criminosa
por Gazeta do Interior
Mais de um ano após a operação que expôs um suposto esquema de agiotagem envolvendo policiais militares em São José do Rio Preto, os cinco acusados voltarão a ficar frente a frente com a Justiça. Na próxima terça-feira (23/06/2026), eles serão julgados pela Justiça Militar do Estado de São Paulo por crimes que incluem extorsão e organização criminosa.
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O processo aponta que os investigados teriam transformado a estrutura policial em instrumento de cobrança de dívidas, utilizando a autoridade do cargo para intimidar pessoas que haviam contraído empréstimos. A audiência está marcada para as 17h na 4ª Auditoria Militar Estadual.
Os réus são três sargentos, um cabo e um soldado. Um dos sargentos já foi excluído da corporação. Atualmente, todos permanecem presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.
As apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar indicam que o grupo teria atuado durante anos na região de Rio Preto. Segundo a acusação, os envolvidos exerciam funções específicas dentro da suposta organização, desde a concessão dos empréstimos até a cobrança e recuperação dos valores.
A investigação sustenta que recursos e equipamentos ligados à atividade policial teriam sido empregados para reforçar ameaças e pressionar vítimas. A suspeita é que a estrutura funcionasse de forma organizada, com divisão de tarefas e participação de diferentes integrantes.
O caso ganhou notoriedade em maio do ano passado, quando uma operação da Corregedoria resultou na prisão de quatro policiais. O quinto investigado teve a prisão preventiva decretada posteriormente e chegou a ser considerado foragido antes de se apresentar às autoridades.
Além da ação que tramita na Justiça Militar, parte dos acusados também aparece em investigações paralelas conduzidas pela Polícia Civil. Os procedimentos apuram possíveis conexões entre o mercado ilegal da agiotagem e crimes violentos registrados na região, mas seguem sob sigilo.
A expectativa é que a audiência desta semana represente um dos momentos mais importantes do processo, reunindo acusação e defesa em um caso que provocou forte repercussão dentro e fora da corporação policial.










