- São José do Rio Preto
Pintor é preso em flagrante por homofobia contra casal em Rio Preto (SP)
"Vocês são vergonha de Deus"; "vocês não merecem estar vivos", disse o suspeito às vítimas
por Gazeta do Interior
Um homem de 29 anos foi preso em flagrante na noite deste domingo (05/07/2026), após ameaçar e ofender um casal de vizinhos com frases homofóbicas, em São José do Rio Preto (SP).
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Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de ameaça em uma residência. No local, as vítimas, de 28 e 25 anos, contaram que o desentendimento começou após uma denúncia feita aos órgãos competentes sobre supostos maus-tratos a animais pertencentes ao vizinho. A fiscalização foi realizada, mas não constatou irregularidades.
Ainda de acordo com o registro policial, ao retornar para casa, um dos moradores foi abordado pelo vizinho, que passou a questionar a denúncia. Em seguida, teve início uma discussão. Quando o companheiro saiu da residência para verificar o que estava acontecendo, o suspeito tentou agredi-los fisicamente, com uma cabeçada contra uma das vítimas e investidas contra a outra.
As vítimas contaram à polícia que entraram na casa para evitar novas agressões, mas o homem permaneceu do lado de fora fazendo ameaças de morte e proferindo ofensas relacionadas à orientação sexual do casal. Entre as frases registradas em vídeos apresentados à polícia estavam: "vocês são vergonha de Deus" e "vocês não merecem estar vivos".
Durante o desentendimento, o suspeito ainda desferiu socos contra uma janela localizada entre os imóveis, causando danos ao patrimônio.
Questionado pelos policiais, o homem admitiu que estava exaltado e confirmou que discutiu e xingou as vítimas.
O caso foi apresentado na Central de Flagrantes. Após analisar os depoimentos, os vídeos e os demais elementos reunidos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de injúria homofóbica, equiparada ao crime de racismo, ameaça, dano e vias de fato.
O suspeito foi encaminhado para a carceragem da Delegacia Seccional de Rio Preto, onde permaneceu à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. A Polícia Civil também solicitou à Justiça uma medida cautelar para proibir qualquer contato do investigado com as vítimas enquanto o caso é apurado.











