- Cidades
- Destaques
Operação prende suspeitos de extorquir passageiros com falsas corridas no Aeroporto de Guarulhos (SP)
Grupo conhecido como “arrastadores” abordava vítimas na área de desembarque e cobrava valores abusivos por supostos serviços de transporte
por Gazeta do Interior
A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (19/06/2026) a “Operação Rapere” para desarticular uma associação criminosa suspeita de extorquir passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Até o momento, três pessoas foram presas temporariamente.
Assine já a Gazeta e fique por dentro do melhor conteúdo exclusivo e sem anúncios!
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, cumpridos em Guarulhos e na capital paulista, nos bairros de Itaquera, Capão Redondo e São Miguel Paulista.
As investigações tiveram início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por passageiros que relataram terem sido abordados por integrantes do grupo conhecido como “arrastadores”. Segundo a polícia, os suspeitos ofereciam falsas corridas de aplicativo ou táxi nas áreas de desembarque do aeroporto e, posteriormente, obrigavam as vítimas a realizar pagamentos muito acima dos valores praticados no mercado.
Durante as apurações, os investigadores identificaram ao menos seis integrantes da associação criminosa e localizaram sete vítimas, incluindo pessoas residentes em outros estados e até no exterior. Imagens obtidas pela polícia também registraram a atuação dos suspeitos dentro do aeroporto.
De acordo com o delegado Luiz Romani, responsável pela operação, a ação representa uma resposta a um problema recorrente enfrentado por passageiros que desembarcam em um dos principais terminais aéreos do país.
“Esses criminosos atuavam de forma recorrente e vinham causando prejuízos e insegurança a passageiros, especialmente idosos, turistas e estrangeiros. Esta operação marca o fim da impunidade dos chamados arrastadores e mostra que esse tipo de crime não terá mais espaço no Aeroporto de Guarulhos”, afirmou.
As investigações continuam para localizar os demais envolvidos. A Polícia Civil também apura a participação dos suspeitos em outros crimes, como estelionato e extorsão.
O nome da operação, Rapere, tem origem no latim e significa “roubar”. Segundo a corporação, a ação busca encerrar a atuação do grupo, alvo de denúncias recorrentes nos últimos anos.










