- São José do Rio Preto
Operação mira quadrilha suspeita de aplicar golpe de R$ 800 mil na compra de gado em Rio Preto
Polícia Civil cumpriu 18 mandados em Cuiabá (MT) e investiga organização criminosa especializada no "Golpe do Falso Intermediário" contra pecurista
por Gazeta do Interior
A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22/07/2026), a Operação "Mimetismo", que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e na região metropolitana, no Estado de Mato Grosso. A ação faz parte da Operação CyberConect 6 e tem como alvo uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado "Golpe do Falso Intermediário".
Assine já a Gazeta e fique por dentro do melhor conteúdo exclusivo e sem anúncios!
A operação foi conduzida pela 3ª Equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC, com apoio do Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) da DEIC e da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá (MT).
As investigações começaram após um pecuarista de Rio Preto ser vítima de um golpe e perder mais de R$ 800 mil durante a negociação para compra de um lote de gado de corte.
Segundo a Polícia Civil, por meio da análise das movimentações financeiras e do rastreamento das contas bancárias que receberam os valores desviados, os investigadores identificaram os principais suspeitos, todos moradores de Cuiabá.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscaram apreender celulares, documentos, dinheiro e outros materiais que possam contribuir com as investigações. O objetivo também é identificar novos integrantes da associação criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura do grupo.
De acordo com as apurações, os investigados possuem, em tese, ligação com uma facção criminosa atuante na região, circunstância que, segundo a Polícia Civil, demonstra a complexidade da organização e reforça a necessidade de atuação integrada entre as forças de segurança.
Conforme a investigação, o chamado "Golpe do Falso Intermediário" acontece quando um criminoso se infiltra em negociações de compra e venda de bens, se passando por um intermediador legítimo. Ele mantém contato simultâneo com comprador e vendedor, manipula as informações trocadas entre as partes e convence a vítima a transferir o dinheiro para contas controladas pela organização criminosa.
A Polícia Civil ressalta que essa modalidade de estelionato eletrônico é considerada altamente sofisticada e costuma ser praticada por grupos organizados, com divisão de funções entre seus integrantes.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, dimensionar a atuação da organização criminosa e verificar a existência de outras vítimas em diferentes estados do país.






