- Cidades
- São José do Rio Preto
Justiça nega soltura de dono de motel investigado por exploração sexual infantil em Rio Preto (SP)
Ao manter a prisão temporária, a Justiça afirmou que vídeos, imagens e dispositivos eletrônicos apreendidos ainda estão sendo analisados e que a investigação segue em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos
por Beatriz Silva
A Justiça de São José do Rio Preto (SP) negou o pedido de revogação da prisão temporária de um empresário de 59 anos, proprietário de um motel na cidade, investigado por supostos crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Assine já a Gazeta e fique por dentro do melhor conteúdo exclusivo e sem anúncios!
A decisão foi publicada no Diário da Justiça e manteve a prisão cautelar sob o entendimento de que ainda existem diligências importantes em andamento e indícios suficientes para justificar a continuidade da medida.
Segundo o magistrado, os elementos reunidos pela Polícia Civil apontam "fundadas razões de autoria ou participação" do investigado em crime de estupro de vulnerável. A decisão cita que vídeos e imagens apreendidos indicariam que o empresário teria promovido, orientado e solicitado a produção de material com conotação sexual envolvendo crianças e adolescentes.
O documento judicial também menciona que o investigado seria suspeito de ter articulado a atuação de terceiros para viabilizar a produção dos registros, além de supostamente armazenar e consumir os conteúdos. A investigação ainda apura a possível existência de outros dispositivos eletrônicos e mídias com material ilícito.
Ao analisar o pedido da defesa, o juiz entendeu que a prisão continua necessária porque ainda restam etapas relevantes da investigação, incluindo a análise aprofundada dos equipamentos apreendidos, a oitiva de investigados e testemunhas e a definição da participação de cada pessoa envolvida.
A defesa alegou que o fundamento da prisão estaria esgotado e pediu a substituição da medida por cautelares alternativas. No entanto, o magistrado rejeitou o argumento e afirmou que, diante da gravidade dos fatos investigados e da possível participação de múltiplos envolvidos, as medidas alternativas não seriam suficientes neste momento.
Na decisão, a Justiça também destacou que a prisão é necessária para garantir a regularidade das investigações e evitar interferências na produção de provas e na colheita de depoimentos.
Com isso, o pedido de liberdade foi negado e o empresário permanecerá preso temporariamente enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações. Até o momento, não há condenação, e o caso segue em fase de apuração.










