A Justiça de Potirendaba (SP) condenou Keven Ígor Silveira Novaes e os pais dele a pagarem, de forma solidária, R$ 100 mil por danos morais e uma pensão mensal à companheira do empresário Geovani Svolkin da Silva, morto a tiros durante uma briga em frente a um bar de São José do Rio Preto (SP), em outubro do ano passado.
Segundo a decisão do juiz Marco Antônio Costa Neves Buchala, além da indenização por danos morais, a sentença determina o pagamento de pensão equivalente a dois terços do salário mínimo, desde a data do crime, em 26 de outubro de 2025, até a data em que Geovani completaria 65 anos, ou até que a autora da ação deixe a condição de viúva, o que ocorrer primeiro.
Na sentença, o magistrado rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo a decisão, as provas demonstram que a confusão já havia sido contida quando Keven foi até um veículo, pegou uma pistola calibre .40, perseguiu Geovani e efetuou os disparos que causaram sua morte.
O juiz também responsabilizou civilmente os pais de Keven. Em relação ao pai, a decisão destaca que a arma usada no crime era de sua propriedade e permaneceu acessível dentro do veículo, permitindo que fosse utilizada durante a ocorrência. Já a mãe foi considerada corresponsável por, segundo a sentença, ter participado da confusão que antecedeu o homicídio.
Ao fixar a indenização, o juiz considerou a gravidade do caso, o caráter doloso da conduta, a falha na guarda da arma de fogo e o efeito pedagógico da condenação.
Relembre o caso
Geovani Svolkin da Silva, de 30 anos, foi morto a tiros no início da noite de 26 de outubro de 2025, em frente a um bar na Rua Independência, no bairro Vila Santo Antônio, em São José do Rio Preto.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi perseguido e baleado após uma confusão generalizada. Segundo a investigação, Keven correu atrás da vítima, desferiu um soco e, em seguida, fez dois disparos com uma pistola calibre .40. Geovani morreu ainda no local.
Após o crime, Keven permaneceu foragido por mais de um mês. Ele foi preso em 4 de dezembro de 2025, na casa do pai, em Planalto, onde estava escondido entre o forro e o telhado do imóvel. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima, e imagens registraram o momento em que ele saiu do alçapão para se entregar aos policiais.
A condenação é da esfera cível e trata da reparação pelos danos causados à companheira da vítima. O processo criminal que apura a responsabilidade pelo homicídio tramita separadamente.