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Indivíduo é condenado a mais de 32 anos por matar jovem e enterrar corpo no quintal em Rio Preto (SP)
Rafael Pires Ferreira ficou desaparecido por 15 dias até ser encontrado enterrado em uma área conhecida como antigo Raposão; júri reconheceu três qualificadoras do homicídio
por Gazeta do Interior
O Tribunal do Júri de São José do Rio Preto condenou na última quinta-feira (11/06/2026) um homem a 32 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Rafael Pires Ferreira, de 20 anos, e pela ocultação do cadáver da vítima.
A decisão foi tomada pelos jurados após um dia de julgamento no Fórum de Rio Preto. Eles acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a condenação, o réu recebeu pena de 32 anos e seis meses de reclusão, além de 25 dias-multa. Ele já estava preso preventivamente desde novembro de 2024 e permanecerá detido para cumprimento da pena em regime inicial fechado.
Jovem desapareceu após sair de casa
O crime teve início em 8 de julho de 2024, quando Rafael saiu de casa, no bairro Boa Vista, e não retornou. Sem notícias do jovem, familiares registraram o desaparecimento e iniciaram uma intensa mobilização em busca de informações.
Durante as semanas seguintes, parentes e amigos percorreram diversos pontos da cidade tentando localizar Rafael. Em meio às buscas, surgiram informações de que ele teria sido visto em uma casa abandonada na região da Vila Esperança, conhecida como antigo Raposão.
Dias depois, moradores passaram a relatar um forte odor vindo do imóvel.
Corpo foi encontrado enterrado
No dia 23 de julho de 2024, quinze dias após o desaparecimento, equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram escavações no quintal da residência abandonada. Com o auxílio de uma retroescavadeira, o corpo de Rafael foi localizado enterrado no terreno.
A descoberta foi acompanhada por familiares, incluindo o irmão mais novo da vítima, que tinha apenas 15 anos na época.
A investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios da Deic apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes e desentendimentos envolvendo relacionamentos anteriores.
Emboscada e assassinato
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rafael foi atraído até a casa abandonada sob um pretexto falso. No local, teria sido surpreendido e atacado com golpes de faca.
A acusação sustenta que a vítima ainda tentou fugir, mas foi impedida, sofrendo sucessivas agressões até a morte.
Após o assassinato, o corpo foi enterrado no quintal da residência numa tentativa de ocultar o crime e dificultar as investigações.
As apurações da Polícia Civil permitiram esclarecer as circunstâncias do homicídio e levar o caso a julgamento quase um ano após o desaparecimento do jovem.
Um segundo investigado apontado pela polícia como participante do crime segue foragido.






