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Governo intensifica negociações para evitar novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros
Semana é decisiva para tentar reduzir as tarifas sobre exportações
por Luiz Aranha
O Governo Federal inicia uma semana decisiva nas negociações com os Estados Unidos para tentar evitar ou reduzir o novo pacote de tarifas que pode atingir produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. A medida preocupa diversos setores da economia, especialmente a indústria e o agronegócio, que têm os Estados Unidos entre seus principais compradores.
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As conversas são conduzidas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, juntamente com representantes do setor produtivo e autoridades brasileiras. O objetivo é buscar uma solução diplomática antes da entrada em vigor das novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.
Entre os segmentos que podem sentir os efeitos estão os de carnes, café, açúcar, etanol, suco de laranja, máquinas agrícolas, autopeças e produtos industrializados. Caso as tarifas sejam mantidas, produtos brasileiros tendem a ficar mais caros para os compradores americanos, reduzindo a competitividade das empresas nacionais.
A preocupação também chega ao interior paulista. A região de São José do Rio Preto possui empresas ligadas ao agronegócio, à indústria alimentícia, metalmecânica e ao setor sucroenergético, além de produtores rurais que dependem, direta ou indiretamente, do mercado externo.
Segundo entidades empresariais brasileiras, a prioridade é manter o diálogo entre os dois países para evitar prejuízos às exportações e aos investimentos. As organizações defendem que uma solução negociada é o melhor caminho para preservar empregos e garantir segurança ao comércio internacional.
Empresários da região acompanham cenário
Embora o impacto direto varie conforme o setor, empresários da região de Rio Preto (SP) acompanham as negociações com atenção, principalmente aqueles que fornecem produtos ou matérias-primas para empresas exportadoras.
"Mesmo empresas que não exportam diretamente podem sentir os efeitos. Quando há aumento de tarifas em um mercado importante como o dos Estados Unidos, toda a cadeia produtiva pode ser afetada. A expectativa do setor empresarial é que prevaleça o diálogo para evitar impactos na economia e na geração de empregos da nossa região”, diz o economista, Luís Flávio Martins.
Especialistas apontam que, caso não haja um acordo, empresas brasileiras poderão buscar novos mercados para reduzir a dependência das exportações aos Estados Unidos. No entanto, esse processo exige tempo e adaptação, o que reforça a importância das negociações em andamento.
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por Luiz Aranha











