- São José do Rio Preto
Gestante de alto risco espera mais de 11 horas por atendimento na Santa Casa de Rio Preto (SP)
Juliane Amaral Alves, de 33 anos, ficou desde a madrugada com pressão alta, inchaço e fortes dores de cabeça, aguardando que pudesse ser transferida para o HCM, mas acabou sendo liberada
por Gazeta do Interior
Uma gestante de sete meses aguardou por mais de 11 horas nesta quinta-feira, (11/06/2026), por atendimento médico na Santa Casa de São José do Rio Preto (SP). A comerciante Juliane Amaral Alves, de 33 anos, considerada paciente de risco, aguardou desde as 5h para que pudesse ser transferida para o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), mas acabou sendo liberada.
Juliane procurou atendimento médico após apresentar pressão arterial elevada, inchaço e fortes dores de cabeça. De acordo com a gestante, devido ao quadro clínico, ela precisaria ser transferida para o HCM, referência em atendimento a gestantes de alto risco.
“Estou sem comer desde a hora que cheguei e aguardando atendimento médico. Me disseram que, por causa da minha pressão alta, eu deveria ser transferida para o HCM, mas até agora ninguém fala comigo”, relatou a paciente.
A comerciante afirma que já havia procurado atendimento na mesma unidade hospitalar no dia anterior. Na ocasião, segundo ela, a pressão arterial chegou a 16 por 11. Após receber medicação, foi liberada.
Juliane também demonstra preocupação por já ter sofrido um aborto no ano passado. Em 2014, ela precisou de atendimento de urgência após perda de líquido e também quase perdeu a primeira filha.
Nesta quinta-feira, após mais de 11 horas de espera, a gestante recebeu atendimento e foi medicada somente depois que a Gazeta do Interior entrou em contato com a Santa Casa para questionar a demora. Na sequência, ela foi liberada pela unidade.
A Santa Casa de Rio Preto informou que a gestante recebeu atendimento médico e medicação para controle da pressão arterial. Segundo o hospital, ela foi orientada a procurar novamente a unidade caso apresente novos picos de pressão ou qualquer agravamento do quadro clínico.
Já o Hospital da Criança e Maternidade informou que, até o momento, não houve registro de solicitação de transferência da paciente no sistema da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), responsável pelo gerenciamento de vagas e encaminhamentos hospitalares no Estado de São Paulo.










