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Funcionários demitidos fecham pedágio da BR-153 e liberam passagem sem cobrança em Onda Verde (SP)
Trabalhadores que atuavam na duplicação da rodovia cobram pagamento de verbas rescisórias; PRF alerta que motoristas que passarem sem pagar podem ser multados por evasão de pedágio
por Gazeta do Interior
Funcionários que trabalhavam nas obras de duplicação da BR-153 e foram demitidos realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (10/06/2026) na praça de pedágio de Onda Verde (SP), cobrando o pagamento de verbas rescisórias.
Imagens gravadas pelos próprios manifestantes mostram trabalhadores uniformizados bloqueando as pistas da praça de pedágio. Em um dos vídeos, um dos funcionários afirma: "Aí da Triunfo, aqui na BR, em Onda Verde, tudo parado. Agora a vaca secou. Agora é com nós. Ou paga nós ou paga".
Durante o protesto, a praça foi temporariamente interditada. Pouco depois, os próprios manifestantes liberaram as cancelas laterais, permitindo que os veículos passassem sem efetuar o pagamento da tarifa de R$ 10,10.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e enviou equipes ao local para negociar com os trabalhadores. Segundo a corporação, não houve registro de congestionamento no trecho e os policiais aguardavam a chegada de representantes da empresa responsável pela obra.
O inspetor da PRF, Flávio Catarucci, alertou que os motoristas que passarem pela praça sem efetuar o pagamento poderão ser autuados.
"Funcionários da Triunfo estão reivindicando o pagamento das verbas rescisórias. A princípio eles fecharam totalmente a praça e depois abriram as cancelas laterais para os motoristas passarem, só que não pode passar sem pagar pedágio. Quem passar ali sem pagar pedágio está sujeito a ser autuado por evasão de pedágio, que tem multa no valor de R$ 195,23 e gera cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)", afirmou.
Em nota, a Concessionária Triunfo Transbrasiliana, responsável pela administração do trecho paulista da BR-153, informou que as obras de duplicação entre Icém (SP), na divisa com Minas Gerais, e São José do Rio Preto (SP), entre os quilômetros 0 e 51,7, estão sendo executadas por uma empresa terceirizada.
A concessionária afirmou ainda que notificará a empresa responsável para apurar os problemas relatados pelos trabalhadores e adotar as medidas cabíveis para a solução do caso.
"Ademais, notificaremos a mesma para que apure os supostos problemas narrados e, se necessário, todas as medidas cabíveis para a solução do caso", informou a empresa.
A reportagem também questionou a concessionária sobre eventuais prejuízos causados ao tráfego e à operação da praça de pedágio, mas não havia recebido retorno até a publicação desta matéria.










