- Nova Aliança
Família denuncia possível negligência após mulher sofrer traumatismo craniano em Nova Aliança
Paciente de 46 anos foi atendida duas vezes no pronto atendimento e está internada em estado grave no Hospital de Base; Prefeitura nega falha e apura conduta da equipe
por Luiz Aranha
Uma família de Nova Aliança (SP) procurou a Gazeta do Interior para denunciar um possível caso de negligência médica após o atendimento prestado a uma mulher de 46 anos no pronto atendimento do município. Maria Cristina da Silva está internada em estado grave no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), após sofrer um traumatismo craniano.
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O filho da paciente, Miguel Matheus da Silva Antônio, contou que a mãe seguia para o trabalho por volta das 6h desta última segunda-feira (13/07/2026), quando foi encontrada caída e desacordada próximo do Cristo Redentor da cidade.
Segundo ele, Maria Cristina foi socorrida por equipes de resgate e levada ao pronto atendimento, onde recebeu medicação e foi liberada poucas horas depois.
"Ela foi atendida e mandaram ela embora. Depois do almoço, ela caiu de novo na rua e precisou ser socorrida novamente", afirmou.
Ainda de acordo com o filho, durante o segundo atendimento a mãe permaneceu na unidade até o início da noite, aguardando transferência para o Hospital de Base de Rio Preto.
"Ela sofreu traumatismo craniano e agora está internada, entubada e lutando pela vida. Os médicos disseram que ela está com sangramento e inchaço no cérebro e que não existe possibilidade de cirurgia", relatou Miguel.
A família também contestou a hipótese de que Maria Cristina estivesse embriagada, afirmando que ela não faz uso de bebidas alcoólicas ou drogas.
O que diz a Secretaria de Saúde
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Aliança informou que a equipe de resgate foi acionada por volta das 6h30 para atender uma mulher caída próximo ao Cristo Redentor.
Segundo a pasta, durante o primeiro atendimento médico a paciente apresentava sinais vitais estáveis, pressão arterial normal e quadro de confusão mental. Conforme registrado em prontuário, ela também apresentava sinais de embriaguez e relatou aos profissionais de saúde que estava com forte dor de cabeça após ter ingerido grande quantidade de cerveja.
A médica prescreveu hidratação com soro e dipirona. Ainda segundo a Secretaria, a paciente retirou o soro por conta própria devido à agitação e permaneceu em observação por cerca de três horas, recebendo alta médica por volta das 9h30.
Já às 15h30, a unidade voltou a ser acionada para atender a mesma paciente, em casa. Conforme a Prefeitura, ela apresentava tontura, desmaio, dor de cabeça, pressão arterial elevada, fala desconexa, agitação e estava urinada.
A Secretaria informou que, após avaliação médica e diante da suspeita de um possível Acidente Vascular Cerebral (AVC), a paciente foi inserida às 17h15 no sistema da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), sendo aceita para transferência ao Hospital de Base às 18h24.
Questionada pela Gazeta sobre o intervalo entre o segundo atendimento e o pedido de vaga via Cross, a Prefeitura respondeu que o protocolo de regulação foi iniciado após a médica constatar a suspeita clínica de AVC.
O município negou qualquer negligência médica e afirmou que todos os procedimentos considerados necessários foram adotados pelas equipes durante os dois atendimentos. Informou ainda que, apesar disso, instaurou um procedimento interno para apurar a conduta de todos os profissionais envolvidos no caso.
Ainda segundo a família, Maria Cristina permanece internada no HB, aguardando vaga para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).











