- Economia
Exportações de Rio Preto caem 63%, mas déficit da balança comercial diminui
Redução foi impulsionada pela queda das importações; Estados Unidos lideraram as compras de produtos rio-pretenses e Chile respondeu por quase metade das mercadorias importadas
por Luiz Aranha
As exportações de São José do Rio Preto (SP) registraram forte retração em junho, mas o município encerrou o mês com um déficit menor na balança comercial. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a redução do saldo negativo ocorreu porque as importações caíram em ritmo superior ao das vendas para o mercado externo.
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Em junho, empresas rio-pretenses exportaram US$ 6,98 milhões e importaram US$ 14,85 milhões, resultando em um déficit de US$ 7,87 milhões. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de US$ 10,36 milhões, quando as exportações somaram US$ 18,95 milhões e as importações US$ 29,31 milhões.
Na comparação com junho do ano passado, as exportações recuaram cerca de 63%, enquanto as importações diminuíram aproximadamente 49%. Com isso, o déficit da balança comercial foi reduzido em cerca de 24%.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações realizadas por empresas de Rio Preto, com US$ 1,24 milhão em compras. Em seguida aparecem Chile e Países Baixos. Entre os principais produtos exportados estão itens de origem animal não destinados à alimentação humana, carrocerias para veículos, preparações alimentícias, produtos ortopédicos e reboques.
Nas importações, o Chile concentrou US$ 7,38 milhões, o equivalente a quase metade de tudo o que entrou no município em junho. China, Alemanha, Estados Unidos e Argentina completam a lista dos principais fornecedores. O peixe fresco ou refrigerado liderou a pauta de importações, seguido por máquinas e equipamentos, produtos para a área da saúde, chapas de alumínio e reagentes laboratoriais.
Para o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Júnior, os números refletem um período de retração nas operações de comércio exterior, mas ainda não indicam uma mudança de tendência.
"É um resultado que precisa ser analisado com cautela. O déficit diminuiu porque as importações caíram mais do que as exportações. Ainda é cedo para falar em mudança de tendência. O comportamento do segundo semestre será importante para avaliar se as vendas externas retomam o ritmo registrado no início do ano", afirmou.











