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EUA recebem alerta sobre plano do Irã para matar Donald Trump
Governo americano trata risco como real e atribui ameaça à promessa de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani
por Gazeta do Interior
O governo dos Estados Unidos mantém reforçada a segurança do presidente Donald Trump diante de ameaças atribuídas ao Irã. Autoridades americanas consideram o risco real e afirmam que a tensão tem origem na morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em um ataque aéreo ordenado pelos Estados Unidos em janeiro de 2020.
Segundo os veículos de imprensa internacionais, nos últimos dias, o tema voltou ao centro das discussões internacionais após veículos da imprensa americana divulgarem que Israel compartilhou com Washington informações de inteligência sobre um suposto novo plano iraniano contra Trump. Os detalhes da ameaça não foram divulgados oficialmente, e o governo do Irã voltou a negar qualquer envolvimento.
Segundo a Casa Branca, o governo iraniano continua sendo considerado uma fonte de ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos. Em fevereiro deste ano, o presidente Donald Trump assinou um memorando determinando o fortalecimento das medidas para enfrentar ações atribuídas ao regime iraniano.
A rivalidade entre os dois países se intensificou após o ataque que matou Qassem Soleimani, então comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã. Considerado um dos homens mais poderosos do país, Soleimani era responsável por operações militares iranianas no Oriente Médio e foi morto em um bombardeio americano próximo ao aeroporto de Bagdá, no Iraque.
Desde então, líderes iranianos passaram a prometer repetidamente que haveria "vingança" pela morte do general. Embora o governo do Irã negue envolvimento em qualquer plano para assassinar Trump, autoridades americanas afirmam que integrantes ligados ao regime já foram investigados e denunciados por supostos planos contra o ex-presidente e outras autoridades dos Estados Unidos.
O Departamento de Justiça dos EUA já apresentou acusações em diferentes ocasiões contra pessoas apontadas como ligadas ao governo iraniano por supostamente planejarem atentados contra autoridades americanas. As investigações fazem parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo americano para prevenir possíveis ataques.
Apesar da escalada da tensão, não há confirmação pública de que o líder supremo do Irã ou outro chefe de Estado tenha emitido uma ordem oficial para assassinar o presidente dos Estados Unidos. As informações divulgadas até o momento tratam de avaliações de inteligência e investigações conduzidas por autoridades americanas.
Especialistas em relações internacionais avaliam que o confronto entre Washington e Teerã permanece um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio. Além das disputas militares e econômicas, a rivalidade envolve o programa nuclear iraniano, sanções impostas pelos Estados Unidos e o apoio do Irã a grupos armados na região, fatores que mantêm elevada a tensão entre os dois países e aumentam a preocupação da comunidade internacional com novos desdobramentos.











