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Em primeiro dia de missão, rio-pretenses ajudam a localizar dois corpos na Venezuela
Com uma câmera de endoscopia, voluntários identificaram vítimas sob os escombros; segundo a equipe, o forte odor no local revela que ainda há muitas pessoas soterradas
por Beatriz Silva
Menos de 24 horas depois de desembarcarem na Venezuela, os rio-pretenses Victor Guerra e Rafael Valadão já enfrentaram uma das cenas mais difíceis da missão humanitária. Atuando ao lado de equipes internacionais de resgate, os voluntários ajudaram a localizar dois corpos sob os escombros deixados pelo terremoto que devastou a região.
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O trabalho foi feito com o auxílio de uma câmera de endoscopia, equipamento que consegue alcançar frestas onde uma pessoa não conseguiria entrar. As imagens mostram o que existe entre toneladas de concreto e orientam as equipes sobre o ponto exato onde a remoção deve começar.
Com isso, o resgate ganha tempo e evita escavações desnecessárias em meio a estruturas instáveis.
Para quem está no local, a destruição impressiona. Segundo os voluntários, ainda há muitas pessoas desaparecidas e famílias inteiras vivendo ao lado dos escombros do que, até poucos dias atrás, eram suas casas. Em alguns pontos, o forte odor denuncia uma realidade ainda mais dura: há vítimas que continuam soterradas à espera de serem encontradas.
"É impossível passar por aqui e não sentir o peso dessa tragédia", relatou Rafael. Entre máquinas, poeira e silêncio, cada nova busca carrega a esperança de encontrar alguém.
Quando isso não acontece, resta ao menos a possibilidade de dar uma resposta às famílias, que seguem aguardando notícias de quem desapareceu.
A missão dos brasileiros está apenas começando, mas o primeiro dia já mostrou a dimensão do desafio. Em meio ao cenário de destruição, cada equipamento, cada decisão e cada minuto podem fazer diferença.
Enquanto houver pessoas desaparecidas, as equipes continuarão trabalhando sem parar, levando não apenas conhecimento técnico, mas também um gesto de humanidade para quem perdeu tudo.











