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Chuvas atípicas em junho animam produtores rurais e elevam nível dos mananciais na região de Rio Preto (SP)
Potirendaba (SP) acumulou cerca de 80 milímetros nos últimos dias
por Luiz Aranha
As chuvas registradas nos últimos dias têm chamado a atenção de moradores e produtores rurais da região noroeste paulista por ocorrerem em um período normalmente marcado pela estiagem. Em São José do Rio Preto (SP), o acumulado já chegou a 107,5 milímetros até esta segunda-feira (15/06), enquanto Potirendaba (SP) registrou cerca de 80 milímetros de chuva no mesmo período.
O volume é considerado atípico para o mês de junho e tem sido comemorado principalmente pelo setor agrícola. Segundo o engenheiro agrônomo de Potirendaba, João Vitor Quintino, a quantidade de chuva surpreendeu produtores da região.
"Chuva em junho não é normal não, mas chuva é sempre bem-vinda e choveu bastante, graças a Deus. Ainda não se tem muitos estudos, mas as previsões já dizem que talvez seja o fenômeno El Niño já mostrando que vai acontecer e que vai vir com força. Esse fenômeno aumenta as chuvas no Sul e no Sudeste do país e seca e calor no Norte e Nordeste. Para nós, na agricultura, é muito bom em um período que seria de estiagem estar chovendo. Melhor ainda que não está fazendo tanto frio, então as hortas, as pastagens, está tudo maravilhoso e o produtor está super feliz", afirma.
Em Rio Preto, as chuvas encerraram uma sequência de 22 dias sem precipitações. De acordo com o Índice Pluviométrico do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), o maior volume foi registrado no domingo (14), quando choveu 53,3 milímetros em apenas 24 horas. Já nesta segunda-feira (15), foram registrados mais 23,9 milímetros.
As precipitações também contribuíram para a recuperação dos reservatórios utilizados na captação de água. O Lago 1 passou de 5,5 centímetros para 32 centímetros acima da referência entre os dias 10 e 14 de junho. Já o Lago 3 subiu de 5 centímetros para 29 centímetros no mesmo período.
O acumulado de junho em Rio Preto já supera com folga os índices registrados em abril, quando foram contabilizados 29,2 milímetros, e em maio, que teve apenas 23,8 milímetros de chuva.
Além de favorecer o abastecimento dos mananciais, as precipitações têm beneficiado diretamente as atividades agrícolas da região, principalmente as hortas, pastagens e demais culturas que normalmente enfrentam dificuldades durante os meses mais secos do ano. Para os produtores rurais, a chuva em pleno junho tem sido motivo de comemoração.










