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Apontado como “disciplinador” de facção vai a júri por execução com tiro na cabeça em Rio Preto (SP)
Ministério Público sustenta que Bruno Rodrigues de Oliveira foi morto após desobedecer uma ordem para não frequentar determinada região; acusado responde por homicídio qualificado por motivo torpe e porte ilegal de arma
por Gazeta do Interior
O assassinato de Bruno Rodrigues de Oliveira, de 23 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (18/06/2026), em São José do Rio Preto. A sessão está marcada para começar às 13h30 e vai analisar a morte do jovem, executado com um disparo de arma de fogo na cabeça em uma rua do bairro João Paulo II, em fevereiro de 2024.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima teria sido morta por ter desobedecido uma determinação para não frequentar determinada região da cidade. A acusação sustenta que o homicídio foi praticado por motivo torpe, circunstância que qualificou o crime e levou o caso ao julgamento popular.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas na tarde de 14 de fevereiro de 2024 para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo na Rua Joaquim Pereira García, no Jardim João Paulo II.
Quando os policiais chegaram ao local, Bruno já recebia atendimento do Corpo de Bombeiros e do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda na cena do crime.
As primeiras informações apontaram que a vítima foi atingida por um único tiro na região da cabeça. Na ocasião, a autoria e a motivação do crime ainda eram desconhecidas.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que Bruno morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por projétil de arma de fogo. Os peritos identificaram uma perfuração na parte frontal da cabeça, com saída do projétil na região posterior do crânio.
Durante as investigações, a Polícia Civil reuniu elementos que levaram ao oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. Conforme os autos, há indícios de que o crime tenha ligação com a atuação do tráfico de drogas na região onde ocorreu o homicídio.
Além da acusação de homicídio qualificado por motivo torpe, o denunciado também responde por porte ilegal de arma de fogo. O suspeito está preso preventivamente desde 2024.
A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Horival Marques de Freitas Junior. A defesa ficará a cargo do advogado Vítor Hugo de Souza Nogueira.
Ao final da sessão, os sete jurados decidirão se o acusado deve ser condenado ou absolvido pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.
A sessão é pública e pode ser acompanhada por interessados.










